Porque SEO não substitui um bom conteúdo

Na medida em que mais e mais empresas estão buscando o conteúdo online como forma de promover seus produtos e serviços, mais oportunidades estão surgindo no mercado do marketing de conteúdo. Porém, junto com as oportunidades, o que não faltam são receitas mágicas, bruxarias e o famoso “SEO maravilhoso que vai salvar seu conteúdo, seu negócio, vai te colocar na primeira posição do Google e vai te transformar em um milionário”.

Eu, que sou uma reles operária das palavras, vulgo redatora, assisto aqui da tela do meu computador o discurso pré-fabricado usado por inúmeras agências, gurus do marketing digital e os mais novos “growth hackers” para convencerem milhares de clientes a gastarem uma bela grana para ter resultado nenhum! Isso mesmo que você está lendo: n-e-n-h-u-m!

­SEO é uma ferramenta importante sim no conteúdo digital. Mas que sozinho, não faz absolutamente nada. Nem milagre! Quer saber porque? Spoiler: porque os algoritmos estão ficando mais humanizados…

Mas vou te explicar melhor sobre isso. Senta aí, pega um cafezinho, que a gente precisa conversar!

SEO: que bicho é esse?

Se você chegou agora no universo do marketing de conteúdo e está um pouco confuso com os termos, não tem problema. Mais do que os termos, eu gostaria apenas que você soubesse que a internet não é mais uma terra de amadores. E, se você realmente quer usar essa poderosa ferramenta para ter qualquer tipo de resultado, se conscientizando disso, você já deu um grande passo. Pois certamente vai começar a desconfiar do santo, quanto o milagre for grande demais…

SEO, ou Search Engine Optimization, nada mais é do que um conjunto de estratégias que afetam a visibilidade do seu site ou página, possibilitando que eles apareçam nas primeiras posições dos mecanismos de busca (Google, Yahoo, Bing, Baidu, entre outros). Em outras palavras, um bom SEO facilita a busca orgânica, isto é, sem que você precise pagar.

Uma das formas de melhorar o SEO, ou seja, fazer com que você seja mais facilmente encontrado é através das palavras-chave.  Palavras-chave, nada mais são do que as palavras frequentemente digitadas pelo seu público quando eles acessam os buscadores. Para que essas palavras-chave, por sua vez, sejam encontradas, os buscadores contam com um mecanismo próprio, os famosos “algoritmos”. É o conjunto SEO e algoritmos que permitem a automatização de toda a busca dentro da internet.

SEO e conteúdo

Como um site, por si só, nada mais é do que uma página estática, por mais lindo que ele seja, seus potenciais clientes e clientes não voltarão até ele só porque o layout é bonito. Você precisa trazer movimento e gerar um relacionamento com o seu público-alvo e potenciais clientes para que o seu site passe a ser uma ferramenta de promoção de produtos e serviços, certo? Mas para gerar esse movimento, atrair seu cliente, ganhar a confiança dele, você faz o quê? Coloca uma propaganda no comercial do Jornal Nacional? Obviamente que não! Você faz conteúdo!

Seu conteúdo, assim como o seu site, para serem encontrados na internet, também precisam ter um bom SEO. Afinal, é isso que vai fazer com que ele seja achado nos buscadores e, também, é o que fará com que seu público clique e chegue até você!

Agora, imagine que você colocou todas as palavras-chave certinho, otimizou seu conteúdo com as melhores regras de SEO, seu conteúdo está lá brilhando na primeira posição do Google, porém seu cliente clica e… Fué! Seu conteúdo não diz absolutamente nada de interessante, não entrega nenhum valor e, pior, ele não responde sequer a dúvida ou o problema daquele cara lá que digitou a palavra-chave e poderia ser o seu melhor cliente.

Tá explicado porque SEO não é tudo no seu conteúdo? Mas, espera! Porque essa história não termina aqui!

Black Hat SEO

Criar conteúdo de qualidade, porém, não é simples, leva tempo, custa dinheiro e não traz resultado da noite pro dia. Conteúdo tem muito mais a ver com investimento do que com milagre. Porém sim, ele é o principal responsável pelo resultado de 100% das empresas que estão dispostas a investir em marketing digital, sejam elas grandes médias ou pequenas.

Somente um bom conteúdo faz com que seu cliente chegue até você e se apaixone pelo seu negócio. Sem mensagem, sem conexão, sem aquela disposição de ajudar, não existem portas abertas para o seu negócio na internet. Sem conteúdo, você é apenas mais um daquelas empresas ou empreendedores chatos, tentando fazer com que seus clientes engulam seus produtos e serviços a todo custo.

Mas algoritmo não é cliente, certo? Algoritmo não precisa de mensagem, ajuda, atenção e relacionamentos.  Por isso, em um outro tempo, era possível ter seu conteúdo nas primeiras posições dos buscadores, independentemente da qualidade dele. Com um bom SEO, estava tudo resolvido!

Por isso, existiam aqueles sites que tinham aquele conteúdo meio diferentão, sabe? Onde as palavras-chave ficavam meio engasgadas lá no meio da frase? Já viu um conteúdo assim? Também tinham aqueles sites cheio de conteúdo duplicado, mas como eles duplicavam bastante, o tráfego deles era obviamente maior, do que aquele pobre coitado que estava se matando pra fazer conteúdo original…

Mas esse tempo do conteúdo vazio acabou. Eles conseguiram o que queriam, durante um tempo, mas o reinado do SEO, ou melhor dizendo, do Black Hat SEO acabou em 2011, quando o Google criou um algoritmo chamado Panda.

Um algoritmo chamado Panda

Em fevereiro de 2011, o Google colocou no ar um novo algoritmo, que foi batizado de Panda. Esse algoritmo com cara de ursinho fofinho, no entanto, impactou cerca de 12% da web, desbancando muito site sem qualidade. O Panda foi colocado no ar com o objetivo de tirar das primeiras posições os sites chamados de “content farms” ou “fazendas de conteúdo”. Em outras palavras, o Panda tirou das primeiras posições sites com conteúdos duplicados principalmente.

Com o novo algoritmo, diversas práticas de Black SEO começaram a ser punidas. Do conteúdo diferentão, ao conteúdo duplicado. Seu conteúdo é baseado apenas em SEO? Chora amigo!

Um algoritmo chamado Pinguim

Depois do Panda, em abril de 2012, entrou no ar um novo algoritmo, o Pinguim, que penalizou todos os sites que estavam usando links com palavras-chave para ranquear de forma não orgânica. Ou seja, menos black hat SEO, mais conteúdo bom e otimizado, por favor!

Por volta de 2015, o Google em seu “Guia de Avaliação de Qualidade nas Pesquisas”, anunciou que por traz do mais famoso buscador do mundo também existiriam pessoas de verdade e não somente robôs a fim de qualificar e ranquear tanto sites, quanto conteúdos.

Assim, conteúdo papagaio, como expliquei aqui, também não ta gerando tráfego não, mesmo que o SEO seja “milagroso”.

De lá pra cá, o Google vem editando periodicamente suas diretrizes para avaliação de qualidade em pesquisas. O último documento publicado, você pode ter acesso aqui.

Mas não existe só o Google…

Sim, é verdade. Mas apenas pergunte para os seus clientes qual é o buscador que eles usam para te encontrar. Não existe só o Google, mas pelo menos 90% dos seus clientes usa o Google para te achar.

Queria contar essa novela toda porque a maioria dos meus clientes já caiu no conto da carochinha do “SEO milionário” repetido por inúmeras agências, plataformas e “growth hackers” da vida. E, não, eu não estou dizendo que todas as agências, plataformas e growth hackers são os vilões dessa história. O que estou dizendo é que palavras-chave, conteúdo escaneável, hyperlinks, métricas por si só não serão nada se não forem acompanhados de um bom conteúdo, conteúdo de verdade, feito de forma preocupada com a sua audiência.

Existe uma frase ótima da Karen McGrane, uma das grandes estrategistas de conteúdo da atualidade, que diz “conteúdo é a carne do sanduíche, não a cereja do bolo”. Ou seja, chega de acreditar no milagre do SEO. Comece a apostar na realidade (e na qualidade) do seu conteúdo! E principalmente, comece a apostar em quem faz conteúdo de verdade!

E, você? Acha que SEO não faz milagre? Me conta mais nos comentários e aproveita para conferir como eu posso te ajudar a ter mais conteúdo de qualidade!

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